02/05/2017 13:00

Museus e Histórias Controversas é o tema das Ações Educativas de Maio

“Quais as histórias que nossos museus estão contando? Como eles colaboram para a construção ou para o questionamento das versões oficiais dos grupos dominantes? Quais outras histórias precisam ser lembradas? Como trabalhar na expografia o confronto entre lembranças e esquecimentos?” Essas reflexões compõem a chamada elaborada pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) para a promoção da 15ª Semana Nacional de Museus, que, este ano, aborda o tema: "Museu e Histórias Controversas: dizer o indizível em museus". E é essa a temática que norteia as ações educativas de maio, que traz oficinas, dinâmicas e o projeto Encenações.

 

A proposta é abordar, no contexto deste museu e da sua temática, quais atores alinhavaram, alinhavam e alinhavarão as tramas das quais ele trata e que tiveram as suas memórias silenciadas e as suas histórias não ditas por este acervo e o seu arranjo museográfico. Diante disso, as ações educativas deste museu, ao longo do mês de Maio, pretendem evocar e evidenciar os saberes tradicionais e populares relacionados aos minerais; a importância da população migrante para construção da cidade de Belo Horizonte; e as mulheres na ciência.

 

Dinâmicas

 

“Pegue aqui uma simpatia”

De terça a sexta, das 13h às 17h30, e às quintas, das 16h às 21h.

 

 As simpatias estão relacionadas ao universo dos saberes e fazeres populares, traço marcante da cultura brasileira e, sobretudo, da mineira. A crença na cura e a busca do bem-estar espiritual, físico e mental por meio de rituais é herança da formação miscigenada do povo brasileiro. No mês de Maio, será abordada a importância das simpatias enquanto atributo identitário. No Ateliê Científico, os visitantes poderão pegar algumas simpatias, além de contribuírem com a atividade, caso conheçam alguma.

 

Você acredita na energia dos cristais?

De terça a sexta, das 13h às 17h30, e às quintas, das 16h às 21h.

 

A crença no poder de cura dos minerais também é característica da nossa formação sociocultural. A eles são atribuídos o poder da cura, do bem-estar e do equilíbrio espiritual. O Quartzo, por exemplo, na Grécia Antiga, representava a luz cósmica congelada vinda do Olimpo. O estudo dos minerais, neste sentido, é vasto.  São atribuídas propriedades medicinais à enorme variedade de minerais e os seus usos e pesquisas perpassam o tempo e se materializam não só na sabedoria popular, mas nas teorias e práticas científicas que buscam compreender as relações entre a energia dos cristais e o processo de cura.

 

 Oficina

 

Amuletos

De terça a sexta, das 13h às 17h30, e às quintas, das 16h às 21h.

 

Amuletos são objetos, figuras, escritos, rochas e minerais aos quais são atribuídas virtudes sobrenaturais. Com diferentes representações, os amuletos acompanham quem deposita a fé na sua proteção e fazem parte da composição identitária brasileira relacionada aos saberes tradicionais. Nesta atividade, discutiremos sobre tais elementos e o visitante poderá produzir um amuleto de cristal de quartzo.

 

Encenações

Dias 04, 11, 18 e 25/05, às 16h30

 

Cortejo Dandara

 

Nesta atividade, os visitantes serão convidados a participarem de um pequeno cortejo pelo Museu. No caminho, serão contadas histórias de três manifestações culturais de diferentes lugares do Brasil que tem em comum forte influência da cultura de matriz africana, são elas: Maracatu, Cacuriá e Congado. Nesta última, os participantes terão a chance de fazerem a dança das fitas, dança feita pelo Terno de Caboclinhos, grupo dentro do Congado. Nesse sentido, de forma lúdica e interativa, os participantes terão a oportunidade de conhecer músicas, elementos simbólicos e entender um pouco das histórias dessas três manifestações culturais.

 

 Um canto da cidade

 

Já pensou em conhecer Belo Horizonte dos anos 60 e 70 por meio de um musical? Acompanhe neste esquete o encontro de uma turista e um imigrante na Praça da Liberdade. Conheça causos e cantos sobre a primeira cidade planejada da República. Neste “Encenações”, é representada a figura do imigrante pobre, importante componente do processo de produção do espaço urbano belorizontino, que teve – e ainda tem – o seu lugar segregado socioespacialmente na metrópole mineira.

 

Participação gratuita, sem inscrições prévias. Vagas limitadas. Sujeito à lotação do espaço.

Informações Adicionais

Local:

MM Gerdau - Museu das Minas e do Metal

Endereço

Praça da Liberdade - S/N - Prédio Rosa

Horário

13h00

Data

De 02/05 até 26/05