Encontro do Espaço do Conhecimento UFMG debate os rios nos grandes centros urbanos

 Debate faz parte do projeto Manuelzão e integra a exposição “À Margem”

 

Dos quase 700 km de cursos d’água da capital mineira, poucos são os rios, córregos e nascentes que podem ser vistos e experimentados. Mais da metade se encontra canalizada sob ruas e avenidas da cidade e ainda têm que lidar com a crescente degradação. Esse é o tema do debate “BH pode voltar a ser azul?”, que acontece nessa quarta-feira, dia 19 de abril, às 19 horas, no Instituto Undió. Participam da discussão, o pesquisador dos rios urbanos da capital Alessandro Borsagli, o arquiteto e escritor Carlos Teixeira, o professor da Escola de Arquitetura da UFMG Roberto Andrés e a integrante do VAGOcoletivo, Elisa Marques. Ainda nesta quarta, começa a mostra “Amazônia Tecnicolor” (foto), na Fachada Digital do Espaço do Conhecimento UFMG. O projeto é da fotógrafa Luiza Therezo

Para o pesquisador Alessandro Borsagli, é possível que os grandes centros urbanos mudem sua realidade da falta de contato com a natureza, mas o caminho é longo. “É possível as grandes cidades voltarem a conviver com os rios urbanos, é necessário o reconhecimento do que está sob os nossos pés, e reconhecer a importância das águas urbanas para a cidade, o clima, lazer, balneabilidade etc. Para isso, é necessário ser realizado pesquisas diversas por equipes multidisciplinares para ai estabelecer um plano em longo prazo para a reabilitação dos cursos d'água”, diz.  “Tudo isso é resultado desse afastamento que o modelo urbano adotado prega, de que o convívio entre a cidade e os elementos naturais é impossível. A integração dos espaços, que nunca podem ser vistos como distintos, é importante para a compreensão de que está tudo ligado de alguma maneira, e a real conservação do que ainda resta pode mostrar para os mais novos que a convivência é possível”, completa.

O evento faz parte da programação da exposição À Margem: Água, Cultura e Território, que celebra os 20 anos do projeto Manuelzão, sete anos do Espaço do Conhecimento UFMG e 90 anos da UFMG.

Fachada Digital 

Às margens do Rio Amazonas, vida e cultura dos índios Kambemba ganham, a partir desta quarta, na Fachada Digital do Espaço do Conhecimento UFMG. A  exibição compõe a  exposição “Amazônia Tecnicolor”, a partir das 18h. a proposta é  retratar o índio sem estereótipos, mostrando que sua cultura existe e resiste frente ao avanço da civilização contemporânea.  Trajes e adornos dão lugar a roupas comuns. Na cabeça, ao invés de cocares, trazem bonés. Junto aos grafismos, bermudas jeans ajudam a cobrir a nudez do corpo.

O projeto é da fotógrafa Luiza Therezo, que teve a ideia ao passar uma tarde com as crianças da tribo. Das brincadeiras que surgiam entre os banhos de rio, os pequenos também apresentaram à visitante as histórias, as crenças e os costumes da comunidade, que ali habita há mais de 300 anos. Junto às belas fotografias de céus coloridos, há um vídeo em que a jovem índia Pully-Pully canta o hino do Brasil no idioma indígena Kambeba.  A mostra fica em cartaz até 30 de abril.

O quê: Mesa de debate “BH pode voltar a ser azul”?

Quando: 19 de abril.

Local: Instituto Undió. R. Padre Belchior, 272 - Centro, Belo Horizonte.

 

 

 

 

 

 

 

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