Seminário reúne grandes nomes da viola de Minas e do Brasil no BDMG Cultural

O encontro acontece na próxima semana, dias 16 e 17 de maio

 

 

Um grande encontro vai reunir violeiros, pesquisadores, mestres e construtores de viola, durante dois dias, no BDMG Cultural, no Circuito Liberdade. Na próxima semana, dias 16 e 17 de maio (terça e quarta-feira), acontece o “Seminário Violas: o fazer e o tocar”, uma realização do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e faz parte de uma pesquisa para e reconhecimento dos saberes e formas de expressões ligadas à viola como patrimônio cultural imaterial do estado. Para participar, é necessário fazer inscrição por meio do link http://bit.ly/2pThzHm

“A ideia do seminário surge a partir do entendimento de que uma efetiva política pública de proteção ao patrimônio cultural só é possível quando se tem um diálogo aberto e direto com a sociedade e, sobretudo, com a comunidade diretamente envolvida com o bem cultural a que se deseja proteger”, afirma a Diretora de Proteção e Memória do Iepha-MG,  Françoise Jean de Oliveira Souza.

“Ao propormos um encontro de  violeiros, construtores, pesquisadores e apreciadores da viola buscamos construir, de maneira coletiva e verdadeiramente participativa, um conjunto de ações de salvaguarda capaz de valorizar e promover a viola  e garantir a perpetuação dos saberes e expressões culturais a ela relacionados”, considera a diretora.

O primeiro dia do seminário contará com as participações de Ivan Vilela, Paulo Freire, Paulo Castagna, Max Rosa, Rodrigo Delage,  Wilson Dias, Pereira da Viola, Joaci Ornelas, José Maria, Seu Domingos de São Francisco, Carlinhos Ferreira, João Araújo e Odorino Dias.

Para o segundo dia, estão confirmados Roberto Corrêa, Théo Azevedo, Chico Lobo, Carlos Filipe Horta, Índio Cachoeira, Tarcísio Manuvéi, João Raposo, Antônio Raposo, Vergílio Lima, Virgílio Martins, Moisés Montes, Marimbondo Chapéu e Letícia Leal.

“Acreditamos que o seminário propiciará um momento rico em discussões e debates que contribuirão para o estudo que está sendo desenvolvido pelo IEPHA e que visa fundamentar a proposta de reconhecimento da viola como patrimônio imaterial de Minas Gerais”,  diz Françoise Jean.

Temas como  "História da Viola no Brasil e em Minas” e a "A viola ontem e hoje: o instrumento e seus trânsitos culturais" estão na pauta de debates da programação, que também terá “canjas” dos violeiros. Serão dois dias de imersão na história e também no universo cultural e simbólico da viola no Brasil e em Minas Gerais, para compreender as relações deste instrumento com as vivências coletivas, religiosas e identitárias do povo mineiro.

 

A pesquisa

 

Uma das etapas da pesquisa é o mapeamento dos construtores e tocadores de viola está sendo realizado por meio de cadastro on-line, disponibilizado no site do Iepha-MG (www.iepha.mg.gov.br) que permitirá conhecer um pouco mais sobre esse universo por todo o estado de Minas Gerais. O cadastro visa também uma aproximação do Iepha com os bens culturais pesquisados e segue o exemplo de outras experiências bem sucedidas já desenvolvidas pela instituição, a exemplo das Folias de Minas e dos Presépios e Lapinhas, ambas realizadas em 2016.

Para os municípios, a adesão à pesquisa representa a possibilidade de pontuar no ICMS Patrimônio Cultural. O cadastro fica permanentemente aberto, mas para obter a pontuação, é necessário fazer o cadastramento até dia 31 de julho de 2017.

Encontros regionais com violeiros, construtores e agentes culturais também serão promovidos a fim de conhecer as diferentes realidades presentes no estado para construir coletivamente e de maneira participativa, as ações de salvaguarda relacionadas ao fazer e ao tocar a viola em Minas Gerais.

 

A presença da viola no território mineiro

 

A viola não se desvincula do tocador que, por sua vez, não separa sua música do universo cultural no qual se insere. O violeiro e o fazedor de violas trazem um conhecimento ancestral, geralmente herdado dos pais ou avós, e contribuem para a manutenção desse saber e dessa forma de expressão que são parte formadora da riqueza cultural do estado.

O costume de fazer e de tocar a viola está presente em grande parte do território mineiro e dialoga com muitas outras práticas tradicionais, como as folias, congadas e demais festejos populares.

Nas comunidades rurais, a música assume o papel de elemento mediador das relações sociais. Já nas celebrações religiosas, atua como fio condutor de todo o ritual.  Em festas profanas, nos momentos de colheitas ou trabalhos em mutirão, o som da viola determina o ritmo das atividades. 

A viola é um dos elementos estruturantes da identidade mineira e uma das principais porta-vozes da nossa cultura interiorana.

 

Programação

 

Dia 16/05/2017

Manhã

  • 9:00 às 9:45 - Abertura do Seminário/Apresentação do Projeto Violas: Ângelo Oswaldo – Secretário de Estado de Cultura e Michele Abreu Arroyo –  Presidente do IEPHA-MG;
  • ·Informe sobre a solicitação de abertura do processo de registro da viola brasileira como patrimônio imaterial junto ao Iphan. João Araújo

 

Mesa 1 -  Violas: história e trajetórias (09:45 às 11:30)

  •  “Uma história Social da Viola” - Ivan Vilela
  • “A difusão das violas na América Portuguesa” - Paulo Castagna
  • “Violas de Queluz: relevância histórica e influência sobre a viola em Minas” - Max Rosa

Debate (11:30 às 11:50)

Canja de Viola com Ivan Vilela (11:50 às 12:10)

 

Tarde

 

Mesa 2 - A viola e a natureza: os toques do cotidiano (14:00 às 15:00)

  •  “Os toques de viola e a natureza”- Rodrigo Delage
  •  “A Viola no Sertão do Urucuia” - Paulo Freire

Debate (15:00 às 15:20)

Canja de viola com Paulo Freire e Rodrigo Delage (15:20 às 15:40)

Intervalo – 15:40 às 16:10

 

Roda de Conversa 1  - A Viola e as expressões culturais mineiras – Mediação: Carlinhos Ferreira (16:10 às 17:40)

  • Wilson Dias – Violeiro
  • Pereira da Viola - Violeiro
  • José Maria – Catira de Martinho Campos
  • Seu Domingos de São Francisco – Mestre de Folia
  • Odorino Siqueira – Mestre de Folia
  • Joaci Ornelas – Violeiro

Debate (14:40 às 18:00)

Canja de viola com Wilson Dias, Pereira da Viola, Joaci Ornelas e apresentação do “Grupo de Catira Pedro Pedrinho” de Martinho Campos (18:00 às 18:30)

 

Dia 17/05/2017

Manhã

Mesa 3

 A viola ontem e hoje: o instrumento e seus trânsitos culturais (09:30 às 11:10)

• “Cinco ordens de cordas dedilhadas: a presença da viola no Brasil”- Roberto Corrêa 
• “Partilhas de cultura pelas cordas da viola – Brasil/Portugal” - Chico Lobo 
• “Raízes do Sertão: viola e vivências no meio rural” - Tarcísio Manuvéi
* "A viola contemporânea: mistura de gêneros e tons" - Letícia Leal
Debate (11:10 às 11:30)
Canja de viola com Roberto Corrêa, Chico Lobo , Tarcísio Manuvéi e Letícia Leal (11:30 às 12:00)

  

Tarde

Roda de conversa 2

 A arte de trabalhar a madeira: a tradição da construção das violas em Minas – Mediação: Chico Lobo (14:00 às 15:30)

  • João Raposo - Fazedor de viola de São Francisco
  • Antônio Raposo – Fazedor de viola de São Francisco
  • Vergílio Lima – Luthier
  • Virgílio Martins – Fazedor de Viola de Sagarana
  • Moisés Montes – Fazedor de viola de Montes Claros
  • Marimbondo Chapéu – Fazedor de Viola

Debate (15:30 às 15:50)

Canja de viola com Marimbondo Chapéu (15:50 às 16:00)

 

Intervalo – 16:00 às  16:30

Roda de conversa 3

 Vivências de viola: diálogos com Theo Azevedo e Índio Cachoeira – Mediação: Carlos Felipe Horta (16:30 às 17:30)

Debate (17:30 às 17:40)

Canja de viola com Théo Azevedo, Índio Cachoeira e dupla Valdo e Vael

 

  

Serviço

Seminário – Violas: o fazer e o tocar em Minas

Data: 16 e 17 de maio de 2017

Local: Auditório do BDMG – Bernardo Guimarães, 1600, Lourdes

Inscrições pelo link http://bit.ly/2pThzHm

 

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